Vários tipos de "regularidade" maçónica, a saber: Inglesa, Francesa, USA, Italiana, Brasileira, outras.

A 4 de Setembro de 1929, a Grande Loja Unida de Inglaterra definiu as oito "condições" nos termos das quais podia reconhecer a regularidade de uma Grande Loja estrangeira. De uma forma geral as Potências Maçónicas do Norte da Europa seguiram-na nesta formulação, sem que tenha alguma vez havido uniformidade. 
Na realidade só as três “Home Grand Lodges” Inglaterra, Escócia e Irlanda, permaneceram alinhadas em todas as ocasiões. As Grandes Lojas dos EUA criaram o seu próprio sistema de reconhecimento, em muitos casos reconhecendo potências que a UGLE não reconheceu e vice versa, como no caso do Brasil, com o GOB e as Grandes Lojas Estaduais. 
Assim criou-se uma diferença de conceito entre “regular”, que tem a ver com o funcionamento, e “reconhecida” que tem a ver com questões de política internacional das Jurisdições, fortemente influenciada por factores de tipo profano. 
Em consequência passou a haver a Maçonaria Liberal ou adogmática, na linha do Grande Oriente de França, dita “irregular”, a Maçonaria “regular” mas não reconhecida pelos Ingleses (GL da Índia ou GO de Itália), a Maçonaria “regular” mas não reconhecida pelos americanos (GO do Brasil) a Maçonaria “regular” mas não reconhecida pelos ingleses e americanos (GL de França), a Maçonaria “regular” só reconhecida pelos ingleses (GLR de Itália), Maçonaria “regular” reconhecida por outras potências não reconhecidas pelos anglo-saxónicos (GLRP), etc, etc, etc.
Este panorama mostra a falência de um sistema que se pretendeu monolítico e burocrático, e que faz depender as relações entre Lojas Maçónicas exclusivamente dos aparelhos centrais das Grandes Lojas profissionalizadas. Para a completa confusão muito veio contribuir um ainda mais complexo, burocrático e conflituoso sistema de reconhecimento mútuo entre “altos graus”, teoricamente dependente do reconhecimento prévio das Grandes Lojas entre si.
Apesar disso  julgamos útil uma sucinta análise crítica das referidas Regras da UGLE, que a seguir se transcrevem:
  1. A regularidade de origem, isto é, que cada Grande Loja tenha sido criada regularmente por uma Grande Loja devidamente reconhecida, ou por três Lojas ou mais regularmente constituídas.
  2. A crença no Grande Arquitecto do Universo e na sua vontade revelada como condição essencial para a admissão de membros.
  3. Que todos os Juramentos sejam prestados sobre o Livro da Lei Sagrada, como forma de ligar irrevogavelmente a consciência do iniciado à transcendência da Revelação Divina.
  4. Que a composição da Grande Loja e das Lojas particulares seja exclusivamente de homens, e que cada Grande Loja não tenha qualquer ligação maçónica, de qualquer natureza, com Lojas mistas ou com organizações que, reclamando-se da Maçonaria, admitam mulheres como membros.
  5. Que a Grande Loja exerça uma jurisdição soberana sobre as Lojas submetidas ao seu controlo, quer dizer, que seja um organismo responsável, independente e inteiramente autónomo, possuindo uma autoridade única e incontestada sobre o trabalho e os Graus simbólicos - Aprendiz, Companheiro e Mestre - colocados sob a sua administração. Que não seja de alguma maneira subordinada a um Supremo Conselho ou a outra potência que reivindique um controlo ou vigilância sobre esses Graus, nem partilhe a sua autoridade com outras quaisquer potências.
  6. Que as Três Grandes Luzes da Maçonaria - o Livro da Lei Sagrada, o Esquadro e o Compasso - estejam sempre expostos durante o trabalho da Grande Loja ou das Lojas sob o seu controlo, sendo que a principal dessas Luzes é o Livro da Lei Sagrada.
  7. Que a discussão de natureza política ou religiosa seja interdita em Loja.
  8. Que os princípios dos Antigos Landmarks, Costumes e Usos de Ofício, sejam estritamente observados.
A segunda regra estipula que se comprove junto de um Candidato a sua crença no GADU no momento da admissão.
In, http://www.gltp.pt/doutrina/522-a-gltp-e-a-questao-da-regularidade


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